ESTATÍSTICAS
De acordo com o OIV 2017 foi um ano de produção historicamente baixa na Europa Ocidental fruto das condições climáticas adversas.
Aquele organismo estima que a produção mundial de vinho em 2017 tenha sido de 246,7 milhões de hl, menos 8,2% que na campanha de 2016, quando esta última fora já inferior em cerca de 5% face a 2015.
Assim, e no dito Velho Mundo, países como Itália (33,5 Milhões hl), França (36,7) e Espanha (33,5) apresentaram valores muito baixos, enquanto a Alemanha (8,1) apresenta uma ligeira queda. Portugal (6,6 Mhl), Roménia (5,3), Hungria (2,9) e Áustria (2,4) são os únicos países a conhecerem um aumento face a 2016.
Já nos países do Novo Mundo os comportamentos foram diversos: enquanto a Austrália, com 13,9 Milhões de hl, Argentina (11,8) e Brasil (3,4) apresentam ligeiros acréscimos, já EUA (23,3) e África do Sul (10,8) dão sinais de estabilidade, enquanto Chile (9,5) e Nova Zelândia (2,9) apresentam ligeiras quedas.
O gráfico seguinte ilustra o comportamento da produção mundial desde 2000, verificando-se que 2017 apresenta o mais baixo valor destes últimos 18anos.
Aquele organismo estima que a produção mundial de vinho em 2017 tenha sido de 246,7 milhões de hl, menos 8,2% que na campanha de 2016, quando esta última fora já inferior em cerca de 5% face a 2015.
Assim, e no dito Velho Mundo, países como Itália (33,5 Milhões hl), França (36,7) e Espanha (33,5) apresentaram valores muito baixos, enquanto a Alemanha (8,1) apresenta uma ligeira queda. Portugal (6,6 Mhl), Roménia (5,3), Hungria (2,9) e Áustria (2,4) são os únicos países a conhecerem um aumento face a 2016.
Já nos países do Novo Mundo os comportamentos foram diversos: enquanto a Austrália, com 13,9 Milhões de hl, Argentina (11,8) e Brasil (3,4) apresentam ligeiros acréscimos, já EUA (23,3) e África do Sul (10,8) dão sinais de estabilidade, enquanto Chile (9,5) e Nova Zelândia (2,9) apresentam ligeiras quedas.
O gráfico seguinte ilustra o comportamento da produção mundial desde 2000, verificando-se que 2017 apresenta o mais baixo valor destes últimos 18anos.
As exportações de vinho português em 2017 alcançaram 777.924 milhares de euros, traduzindo um aumento de 7,5% em valor correspondente a cerca de 54 milhões de euros acima dos valores de 2016. Com este crescimento é batido novo recorde, tendo sido largamente ultrapassados os 737 milhões de euros de 2015, recuperando-se assim das dificuldades sentidas em 2015 e 2016 com as crises de Angola e Brasil.
Por categorias de produto constata-se que é fundamentalmente o Vinho de Mesa (vinho tranquilo) que sustenta o crescimento global apresentando uma taxa de crescimento (DO + IG + Vinho) de 13,1%. Dos 54 milhões de euros de acréscimo das exportações totais 50 milhões devem-se aos vinhos ditos de mesa.

Já na óptica de mercados, verifica-se que este crescimento se centrou essencialmente nos 16 mercados onde a marca Vinhos de Portugal está presente. A taxa de crescimento das exportações para estes 16 mercados, foi de 12,5%, enquanto os restantes mercados mundiais apresentaram uma taxa de crescimento de apenas 1,1%. De outra forma daqueles 54 milhões de acréscimo no valor das exportações, um pouco mais de 50 milhões teve como destino os 16 mercados prioritários onde a marca Vinhos de Portugal está presente.
Exportações totais de vinho (NC 2204) nos mercados onde a marca WOP está presente

Quando cruzamos estas duas variáveis – Vinho de Mesa (DO + IG + Vinho) e Mercados prioritários – constata-se uma notável taxa de crescimento de 17,2% ou seja 83% do crescimento alcançado em 2017 deve-se à exportação de Vinho de Mesa para os mercados prioritários. Este valor foi de cerca de 45 milhões.
Exportações de vinho (excluindo Licorosos e Espumantes) nos mercados da marca WOP

Neste contexto os vinhos Licorosos apresentaram um crescimento moderado, cerca de 1,5% (mais 5 milhões), enquanto os Espumantes não foram além dos 3,7% não tendo atingido os 300 mil euros de acréscimo.
Exportações em 2017 para os mercados prioritários da marca Wines of Portugal

Exportações de vinho Português entre 2010 e 2017

Para acesso aos quadros gerais de exportação de 2017 clique aqui
Por categorias de produto constata-se que é fundamentalmente o Vinho de Mesa (vinho tranquilo) que sustenta o crescimento global apresentando uma taxa de crescimento (DO + IG + Vinho) de 13,1%. Dos 54 milhões de euros de acréscimo das exportações totais 50 milhões devem-se aos vinhos ditos de mesa.

Já na óptica de mercados, verifica-se que este crescimento se centrou essencialmente nos 16 mercados onde a marca Vinhos de Portugal está presente. A taxa de crescimento das exportações para estes 16 mercados, foi de 12,5%, enquanto os restantes mercados mundiais apresentaram uma taxa de crescimento de apenas 1,1%. De outra forma daqueles 54 milhões de acréscimo no valor das exportações, um pouco mais de 50 milhões teve como destino os 16 mercados prioritários onde a marca Vinhos de Portugal está presente.
Exportações totais de vinho (NC 2204) nos mercados onde a marca WOP está presente

Quando cruzamos estas duas variáveis – Vinho de Mesa (DO + IG + Vinho) e Mercados prioritários – constata-se uma notável taxa de crescimento de 17,2% ou seja 83% do crescimento alcançado em 2017 deve-se à exportação de Vinho de Mesa para os mercados prioritários. Este valor foi de cerca de 45 milhões.
Exportações de vinho (excluindo Licorosos e Espumantes) nos mercados da marca WOP

Neste contexto os vinhos Licorosos apresentaram um crescimento moderado, cerca de 1,5% (mais 5 milhões), enquanto os Espumantes não foram além dos 3,7% não tendo atingido os 300 mil euros de acréscimo.
- Exportações globais de vinhos portugueses cresceram 7,5% em 2017.
- No conjunto dos 16 mercados prioritários (HK e Macau incluídos como mercado autónomos) o aumento foi de 12,5% enquanto os restantes se ficaram por 1,1%.
- Considerando exclusivamente o Vinho de Mesa aquelas taxas foram respectivamente de 13,1% (todos os mercados) e de 17,2% (mercados prioritários).
- E considerando exclusivamente Vinho de Mesa certificado (DO + IG) as taxas foram de 14,7% e 18,4% respectivamente.
Exportações em 2017 para os mercados prioritários da marca Wines of Portugal

Exportações de vinho Português entre 2010 e 2017

Para acesso aos quadros gerais de exportação de 2017 clique aqui
Em 2017 e de acordo com dados da Nielsen o mercado Nacional (*) representou cerca de 2,48 milhões de hectolitros de consumo, correspondente a cerca de 746 milhões de euros. Comparando com o ano anterior 2017 apresentou um crescimento de 3,2% em volume e de 5,2% em valor. No entanto esta evolução, globalmente positiva, tem comportamentos divergentes nos dois grandes canais.
Enquanto na Distribuição se verifica uma variação positiva de todas as variáveis - volume, preço e valor – mas com maior crescimento do volume nos Vinhos (ex-Mesa) na Restauração verifica-se um crescimento em volume com taxas equivalentes, nos 2 grupos, certificados (+ 6,7%) e não certificados (+ 6,8%), mas com uma significativa queda de preços (- 3,0% e – 3,2%).
Estes dados - queda de preços e grande peso de vinhos não certificados, na Restauração - reforçam a convicção de que este canal exige maior atenção e intervenção no domínio da formação profissional de forma a que os vinhos com DO ou IG possam conquistar mais quota.
Numa outra perspetiva verifica-se que é na Restauração que os Vinhos não certificados mantêm maior quota de mercado (54,3%) sendo de 45,7% a quota de DO e IG. Já na distribuição os vinhos certificados dominam claramente com 70,6% de quota de mercado.
Fazendo uso dos dados publicados pela Mintel, o Retalho representaria, em volume, 41,3% do total nacional e dentro deste segmento 10,3% corresponderão a vinhos Espumantes ou Espumosos. Dentro dos vinhos tranquilos, considera a Mintel, que 62% são Tintos, contra 35% de Brancos e apenas 3% de vinhos Rosés.
Considerando que os dados da Nielsen, de acordo com a própria empresa, representam cerca de 60% do Comércio de vinhos em Portugal, estima-se que o valor global do mesmo se encontrará entre os 600 e os 650 milhões de euros, a preço de saída da adega, ou seja, já inferior ao valor total das exportações de vinho Português.
Para 2021 a Mintel estima uma dimensão do mercado Português na ordem dos 466 milhões de litros, dos quais 207 no Retalho. Estas previsões denunciam um crescimento médio anual de 1,4% (entre 2017 e 2021) contra apenas 0,8% de crescimento do mercado total, ou seja o Retalho passará de 43,5% em 2017 para 44,2% em 2021. No entanto e no que respeita ao Retalho, a Mintel considera que o crescimento no volume de 1,4% se traduzirá em 4,1% de crescimento de valor.
(*) A empresas Nielsen admite que os dados por si recolhidos representam cerca de 60% do comércio de vinhos em Portugal, o que significaria que os 2,48 milhões de Hl monitorizados por esta empresa, se traduziriam em cerca de 413 milhões de litros correspondente ao total do mercado doméstico. Este valor, difere porém, dos dados apresentados pela Mintel Market Sizes, que aponta para 450,9 milhões de litros, o tamanho do mercado em Portugal.
Enquanto na Distribuição se verifica uma variação positiva de todas as variáveis - volume, preço e valor – mas com maior crescimento do volume nos Vinhos (ex-Mesa) na Restauração verifica-se um crescimento em volume com taxas equivalentes, nos 2 grupos, certificados (+ 6,7%) e não certificados (+ 6,8%), mas com uma significativa queda de preços (- 3,0% e – 3,2%).
Estes dados - queda de preços e grande peso de vinhos não certificados, na Restauração - reforçam a convicção de que este canal exige maior atenção e intervenção no domínio da formação profissional de forma a que os vinhos com DO ou IG possam conquistar mais quota.
Numa outra perspetiva verifica-se que é na Restauração que os Vinhos não certificados mantêm maior quota de mercado (54,3%) sendo de 45,7% a quota de DO e IG. Já na distribuição os vinhos certificados dominam claramente com 70,6% de quota de mercado.
Fazendo uso dos dados publicados pela Mintel, o Retalho representaria, em volume, 41,3% do total nacional e dentro deste segmento 10,3% corresponderão a vinhos Espumantes ou Espumosos. Dentro dos vinhos tranquilos, considera a Mintel, que 62% são Tintos, contra 35% de Brancos e apenas 3% de vinhos Rosés.
Considerando que os dados da Nielsen, de acordo com a própria empresa, representam cerca de 60% do Comércio de vinhos em Portugal, estima-se que o valor global do mesmo se encontrará entre os 600 e os 650 milhões de euros, a preço de saída da adega, ou seja, já inferior ao valor total das exportações de vinho Português.
Para 2021 a Mintel estima uma dimensão do mercado Português na ordem dos 466 milhões de litros, dos quais 207 no Retalho. Estas previsões denunciam um crescimento médio anual de 1,4% (entre 2017 e 2021) contra apenas 0,8% de crescimento do mercado total, ou seja o Retalho passará de 43,5% em 2017 para 44,2% em 2021. No entanto e no que respeita ao Retalho, a Mintel considera que o crescimento no volume de 1,4% se traduzirá em 4,1% de crescimento de valor.
(*) A empresas Nielsen admite que os dados por si recolhidos representam cerca de 60% do comércio de vinhos em Portugal, o que significaria que os 2,48 milhões de Hl monitorizados por esta empresa, se traduziriam em cerca de 413 milhões de litros correspondente ao total do mercado doméstico. Este valor, difere porém, dos dados apresentados pela Mintel Market Sizes, que aponta para 450,9 milhões de litros, o tamanho do mercado em Portugal.

